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Mente que controla ou é controlada?

Primeiro Episódio Psicótico (PEP)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que as perturbações psiquiátricas da infância e da adolescência podem ser precursoras de perturbações na idade adulta, como a depressão, a esquizofrenia e o abuso de substâncias, e aponta os problemas de saúde mental como comprometedores do desenvolvimento intelectual, emocional e social.

Relativamente à psicose, trata-se de uma doença mental grave caracterizada por uma gama de disfunções cognitivas, comportamentais e emocionais, que alteram a perceção, o raciocínio lógico, a linguagem, a comunicação, o afeto, a fluência, o conteúdo do pensamento e do discurso, a vontade, o impulso e a atenção, reveladas num conjunto de sinais e sintomas complexos, classificados em dois grupos principais: a) os sintomas positivos (p.e., alucinações; ideias delirantes; aceleração e desorganização do discurso e do comportamento); b) os sintomas negativos (p.e., incapacidade para dirigir e manter a atenção e a concentração e para iniciar e terminar tarefas; empobrecimento do discurso; anedonia; dificuldade em expressar adequadamente as suas emoções; tendência para o isolamento social).

Em muitos casos, os sintomas negativos, que resultam na redução do rendimento escolar/laboral e do funcionamento social em geral, são as primeiras manifestações da doença e podem passar facilmente despercebidos e confundidos com preguiça, ociosidade, má educação, ou mesmo depressão. Assim, podendo o seu impacto ser devastador, torna-se imprescindível um diagnóstico atempado e uma intervenção precoce, sendo que o tratamento engloba uma vertente farmacológica e uma vertente de intervenção psicoterapêutica e psicossocial.

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